Carinho
Visto-me de luto!
Angustiado pelo vazio que me fazes!
Dói-me como tudo! Nem imaginas!
São guerras, comigo, sem tréguas nem pazes!
Não vês! Não lês, não queres saber,
Se dor me causas. Em pequenas pausas,
Vais aparecendo; cobrando, devendo;
Tanto, quanto, posso; Te quero!
Revolta! Volta por favor!
Preciso de ti! Quero-te perto!
Te sinto longe. Já mal te vejo!
Diz-me, Onde estás?
Quebra-se o silêncio!
O ritmo das lágrimas voltou,
E uma a uma, duas a duas,
Caem incessantemente, no meu rosto, por desgosto meu!
Te tenho em memória! Dá saudade,
A vitória da guerra que tive para te ter.
Da força e poder que ganhei contigo,
E agora, agora onde estás, depois de tudo isto?
Como pudeste ir embora?!
Julgar-me mal e deitares-me fora?
Caio! Não tenho mais o teu chão!
Chão que amparava todas as quedas! Estou no abismo!
Quero-te de volta! Volta!!!
Preciso de teu colo, não dá mais!
Não sei mais viver sozinho!
Não quero mais viver sem ti!
