Infância
Correm memórias,
O chão que piso é diferente.
O sabor da vida mudou,
A luz do dia é inexistente.
Já não corre o brilho,
Que outrora tive na infância.
De mãos dadas era um baloiço,
Tempos que tive em outra instância.
Cobria a cara de lágrimas,
Por não ter o que queria.
hoje cubro a cara de água,
Para me preparar para mais um dia.
Pensava na vida, se é que pensava,
Mas as preocupações fugiam de mim,
Nunca era culpado ou julgado,
Era tao bom quando vivia assim!
A tristeza e a consequência,
Agora andam lado a lado,
A responsibilidade cresce-me no corpo,
Carrego-a e sinto-me pesado.
Cheguei a voar sem máquinas,
Nao por me ter atirado de um nono andar,
Mas porque em pequeno saltei um degrau,
Ou porque meus pais me seguravam no ar!
Gostava de ter tudo isso,
Até o que não tive, de volta.
Mas o tempo é como a vida,
Já tem traçado toda uma rota!
