Versos Simples!
Versos simples,
Complexados pela mente,
De significado directo,
Ao luco e diferente!
Minha alma irreverente,
Soltando-se como um vendaval,
Inclui o gosto amargo,
Da sepultura do Homem Irracional!
E estado tal,
Que diverge da minha paciência,
Hoje consigo alcançar,
O que antes nada mais era senão ausência!
Celebre inocência,
Que traz momentos passados,
Dos mais afectuosos,
Até à paragem pelos inadequados!
Ainda perduram os estimados,
Na anciã de poderem ser esquecidos,
Caminhos virtuosos, amigos,
Encontram forma de serem envolvidos!
Momentos vividos,
Descritos em altura ideal,
Recorrendo Mundos,
Trocando peças do estado sentimental!
A volta monumental,
De tristeza para tristeza,
Nenhuma parte contorna,
Os inexistentes traços de beleza!
Faz parte da minha Natureza,
Viver em pequenas quantidades,
Sentir o pormenor,
Observando em todas as Cidades!
Não falarei de igualdades,
Pois a minha vida foi irregular,
Amarrado a um conceito,
Que do mesmo é difícil libertar!
Saudades de voltar,
Voltar a outra infância,
Voltar a desconhecer o mundo,
Acordar de um sono profundo, nesta reentrância!
Que é a dor e a distância,
Que encurto por necessidade,
A possibilidade da sua existência,
A dura de uma realidade!
Encontro a verdade,
Que dela me ausentei,
As palavras de uma vida,
Que nunca me esqueci, Mas tentei!
A forma como lutei,
De punhos cerrados, derrubava paredes,
Tropeçava em discórdias,
Emaranhava-me em redes!
Sendo assim como vedes,
Que mesmo na vitória,
Punha em causa a vida,
E a vida que causa uma História!
Uma passagem notória,
Que é disfarçada no Presente,
Sobre a qual rege,
Sob um formato de boca sorridente!
E é usado constantemente,
Omitindo a emoção,
Que na verdade, se vê agora,
Em momentos de solidão!
