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Carinho

24-07-2014 20:20

Visto-me de luto!

Angustiado pelo vazio que me fazes!

Dói-me como tudo! Nem imaginas!

São guerras, comigo, sem tréguas nem pazes!


Não vês! Não lês, não queres saber,

Se dor me causas. Em pequenas pausas,

Vais aparecendo; cobrando, devendo;

Tanto, quanto, posso; Te quero!


Revolta! Volta por favor!

Preciso de ti! Quero-te perto!

Te sinto longe. Já mal te vejo!

Diz-me, Onde estás?


Quebra-se o silêncio!

O ritmo das lágrimas voltou,

E uma a uma, duas a duas,

Caem incessantemente, no meu rosto, por desgosto meu!


Te tenho em memória! Dá saudade,

A vitória da guerra que tive para te ter.

Da força e poder que ganhei contigo,

E agora, agora onde estás, depois de tudo isto?


Como pudeste ir embora?!

Julgar-me mal e deitares-me fora?

Caio! Não tenho mais o teu chão!

Chão que amparava todas as quedas! Estou no abismo!


Quero-te de volta! Volta!!!

Preciso de teu colo, não dá mais!

Não sei mais viver sozinho!

Não quero mais viver sem ti!

Homem Sensível

12-12-2013 10:30

Porquê que és tu,
Homem sensível,
Que até sentes o que não é teu!

Porquê que és sempre tu,
O primeiro a estender a mão,
E a confortar os outros com gestos e palavras.

Porquê que és sempre tu,
A quem os outros Homens recorrem e pedem,
Para tomares decisões que não tuas.

Porquê que és sempre tu,
Homem sensível,
Que até choras mágoas de quem te odeia.

Porquê que és sempre tu,
Que abres o coração e te magoas,
Mas mesmo assim, tu tens esperança!

Porquê que és sempre tu,
Que tem que pensar nos outros,
E empurrares-te para último lugar.

Porquê que és sempre tu,
Homem sensível,
A quem os outros exigem, desprezam,
E tu sempre com um sorriso nos lábios!

Onde estás Tu,
Por detrás de tudo isto?
Onde estão as lágrimas das Tuas mágoas?

Vejo o Homem sensível.
Vejo-o diante de meus olhos,
Mas não Te vejo a Ti!

Hoje que é Ontem!

18-09-2013 13:00

Numa corrida contra o tempo,

Há uma procura desalmada,

Uma mente petrificada,

E um corpo dormente.

 

Uma noite em claro,

Uma vontade de me deitar,

Mas o amor fez-me lutar,

E desde ontem que não paro.

 

O hoje que é ontem,

E um amanhã ainda incerto,

Sei que o sono está por perto,

E um olhar que não mente!

Pétalas de Rosas

18-04-2013 11:50

Caminhei até aqui,

E deixei ficar pela estrada,

Pétalas de rosas,

Que guiam o amor de uma Mulher!

Quando alcanço com o olhar,

Tão bela Mulher,

Ele torna-se terno,

E sorridente ao longo do tempo!

São lágrimas secas,

Que marcam minha face,

Um olhar cabisbaixo,

E uma tristeza à minha volta!

Esta luz que me bate,

 E me obriga a acordar,

É a chegada ao Cais,

É a luz que vem do Farol!

Deito-me na Praia,

E na Areia Molhada,

Escrevo nossos Nomes,

E acabo por adormecer!

Só acordo com o reflexo da Lua no Mar,

E com a Água a tocar na Ponta dos Dedos,

Olho para o Céu e procuro a nossa Estrela,

Que por mais que brilhe está em constante queda!

Vejo-me forçado a levantar,

Procuro um refúgio para me abrigar,

Destes Pensamentos e Memórias,

Que ao Longo destes Anos deixei rasto.

Minhas Pétalas de Rosas!

Misturar ideias

05-03-2013 16:05

 

Vejo-te na História,

Relembro os nossos momentos,

Tive de me encontrar,

Achar a minha personagem.

Rejeito os novos passos,

E afasto por instantes,

Da dor que me rodeia.

Estruturo a arte da minha caminhada.

Por mais que queira,

Não compreendo a razão,

Porque me afastar nunca foi,

Nem nunca será uma opção.

Percorro tempo, encontro espaço,

E o vazio torna-se comum,

Vulgar até.

Noto falhas e acertos,

Mas é pura a sua essência.

Algo de mim te procura,

Algo de mim vagueia a tua alma!

Falo sem querer...de Amor!

20-02-2013 09:28

Com a chegada do fim,

Recordam-se momentos vividos,

Os melhores e felizes,

Os novos e os antigos!

Como é possível,

A vida dar e tirar,

O coração bater,

E faz a cabeça girar,

E os pensamentos,

Que eu tenho por ti,

E falo sem querer…de Amor!

Porque eu quero,

Puder -te satisfazer,

Te ter a toda a hora,

Mas só se me quiseres!

Então,

Não vou-te machucar,

Espero-te beijar,

Porque eu sou sincero,

E digo tudo o que eu quero!

Eu vou,

Procurar em minha mão,

O amor e a paixão,

Nunca eu senti,

O que eu sinto por ti!

O prazer,

Que eu tenho em te ver,

E te olhar sem querer,

Eu que finjo não me aperceber!

Esse teu sorriso,

Que cativa a minha atenção,

Mas se pelos atos eu não,

Te vou conquistar,

Será nas palavras,

Que vou encontrar,

O que mais desejo,

Esses teus sentimentos,

E o calor de um beijo!

Hoje não sinto

28-01-2013 12:55

Hoje não sinto,

Estou apenas com água nos olhos,

E ela vai correndo a minha cara.

 

Não sinto o coração,

Só sei que ainda oiço e vejo,

O que me dá ideias de como sou.

 

Procuro tudo conseguir,

Seguir em frente,

Mas não sinto o chão.

 

Vejo que estou preso aqui,

Vejos as minhas mãos,

Agarradas a meu peito.

 

Certamente devo ter tido dor,

E parece que foi grande e intensa,

Pois consigo ver que ainda sangro.

 

Não tenho controlo,

Não vou de encontro a nada,

Nem nada vem ao meu encontro.

 

Ainda pensei que houvesse,

Um rasgo de luz neste ridiculo estado,

Mas entendo que é cousa impossivel.

 

Não há médicos nem gente,

Não há hospitais ou lugar algum,

Que me possa curar.

 

Passam dias em frente ao espelho,

E hoje vejo alguém,

Mas agora já nem me reconheço.

 

Não sei bem se sou eu,

Embora algo me diga que sim,

E é então que algo acontece.

 

Ouço uma mulher a gritar e a correr,

Acho que ela corre para me alcançar,

Por mais que a oiça, não a vejo.

 

Há uma imagem colada na ponta do espelho,

Sei que sou eu e que pareço feliz,

Mas acho que foi à muito tempo atrás.

 

Estou acompanhado,

E algo me diz que esta mulher,

É a mesma que corre e que gritas escada a cima.

 

Espero que sejas tu, Mãe!!!

oculto em trapos de inocência!

30-12-2012 10:03

 

Olha lá o Mundo,

Bem lá no fundo,

A acenar e a sorrir,

Ele que trás o orgulho da Vida!

 

Corro para seus braços,

Eu que fui dono de seus abraços,

Criei uma vontade,

Imensa de o descobrir!

 

Foi um dia,

Em que decidi descer,

Por entre as suas mãos,

E caí sobre a sua forma plana!

 

Depois de uma dura queda,

Alcancei a sua face,

E senti o frio que por lá passava,

Enrolei o meu corpo em trapos velhos!

 

Tentei chamar por ele,

Mas ele já não estava,

Os braços desapareceram,

E pensei que me encontrava em suas costas!

 

Desprotegido e desamparado,

Debati-me com outros Humanos,

Aprendi outros sentimentos,

Para além do Amor, Paz e Felicidade!

 

Aprendi a confiar, desconfiar,

Esconder sentimentos puros,

Pois se os mostrasse,

Seriam dizimados pela maldade dos Homens!

 

Combati e me feri,

Mas cheguei vivo até aqui,

Pelo caminho encontrei outras capas,

E novas maneiras de esconder!

 

É nelas que me abrigo,

Das tempestades, das tormentas,

É nelas que escondo,

O meu verdadeiro Eu!

Tudo é Paisagem!

30-12-2012 09:56

 

Numa paisagem,

No meio das montanhas,

Verdes, cobertas de campos,

Onde existem flores, folhas,

Ambas frágeis!

Vejo folhas a esvoaçar,

De tamanha fragilidade,

Voando consoante o vento,

Indo ao encontro do desconhecido!

De um lado para o outro,

Sem rumo,

Sem objectivo de chegar a algum lugar!

Só com um propósito,

De voar,

Aproveitando o seu último momento,

Para depois cair violentamente!

Depois de exibir a sua beleza,

E sua delicadeza,

Para o Homem e a Natureza,

Tratarem de seu destino,

E que destino senão a sua Morte!

Simplesmente o beijo!

30-12-2012 09:52

 

Simplesmente o beijo,

Aquele que mandas para mim,

A ternura de um desejo,

Que me deixa ficar assim!

 

O palpitar do coração,

O ego a ascender feito louco,

O sorriso estampado,

Tudo isto e mais um pouco!

 

Simplesmente o beijo,

Aquele que altera o segundo,

 Transforma o momento,

E faz focar o centro do Mundo,

 

Em ti,

Louco sou e,

Por não te ter sempre aqui,

E nunca saber  o que pode ou não ser meu!

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Amor, Minha Dor

 

Magoas-me,

como se de um pobre se tratasse,

magoas-me,

com a esperança de que eu deixasse.

As coisas andar a teu rumo,

iludindo-me de um falso amor, falsa realidade,

trazendo um manto para cobrir o meu coração ferido,

alimentando-o, para depois o tratares com maldade.

Abri-o, outra vez após um carinho,

que dele eu dependia, que nele me apoiava,

deixando-me levar por ventos já conhecidos,

cegando-me por afectos teus, Eu te amava.

Como de um louco suspiro de amor,

pudesse criar a chama no teu coração,

entregando-me de corpo e alma,

criando a paixão, num caminho onde a escuridão.

Mostrava os meus pontos fracos,

na esperança de te alcançar,

sonhei até, para poder ter o que tinhas,

mas com gestos teus me fui enganar.

Por muitos fui alertado,

com o tempo fui abrido e vendo,

que nem tudo era perfeito,

que algo se passava e eu ali sofrendo.

Sofrendo por uma mulher que me magoava,

porque não me importa o que se escreve,

se disso não se faz sentir,

se que me serve sentir se tu me magoas!